Basta ver quem apóia essa figura, quem a recebe calorosamente, pra perceber o nível da sua credibilidade. Nem preciso falar muito, veja a foto no congresso e as histórias de quem a cerca. Só vampiro. A mídia privada a apresentou todos os dias, ela foi exposta à exaustão pelos piores mecanismos de comunicação da nossa sociedade, que incitaram e apoiaram o golpe militar, estampando manchetes como "A volta da democracia". Como acreditar nesses meios? Ao contrário, desacreditá-los é uma necessidade.
Seria melhor observar os dados sobre educação em Cuba, da UNESCO, ou sobre a
medicina cubana que, além ser gratuita e plena, é estendida a pobres de outros países. Cuba envia médicos (e também professores)- e tem o reconhecimento da OMS, além da gratidão de pelo
menos 60 países pobres.
A difamação de Cuba se dá por um motivo muito simples. Lá, empresas não
mandam. Aqui e em outros países, empresas de comunicação descem o malho, claro,
vampiros inconformados com o atrevimento da pequena ilha, bem no nariz do
império das corporações, colocar o Estado pra servir ao povo, impedindo o saque
empresarial que provoca miséria em nossos países, subordinando seus governos. Do mesmo jeito que o ricaço se sente humanamente superior ao seu empregado, essa classe de pessoas tem o sentimento de natural superioridade, além do direito natural ao privilégio, mesmo à custa de exploração e sabotagem à grande maioria das pessoas. Esses jornalistas e comentaristas da mídia sofrem do mal da arrogância extrema, do egoísmo, da vaidade e vêem na existência de uma nação que pensa, instruída, informada, em condições de entender os acontecimentos e colocar o Estado a serviço de todos, um absurdo odioso. A idéia de igualdade de direitos e oportunidades lhes é revoltante, intolerável. O Estado não tem nada que servir ao povo, tem que servir os seus amos, os patrões dos patrões, que afinal lhes pagam gordos salários, lhes atiram privilégios e agrados pelos serviços prestados nas comunicações, com seu jornalismo torto.
Nunca estive em Cuba e não pretendo defendê-la (nem é preciso). Mas
observando quem a ataca, eu me inclino a simpatizar, entendo as motivações. Teria
vergonha de fechar com qualquer opinião da mídia privada, dos conservadores e
dos privilegiados que expõem seu ódio contra os "irmãos Castro", como
antes era a Fidel, o "ditador milionário dono da ilha presídio". Se inteirando um pouco da história, lendo e ouvindo várias fontes, é fácil perceber quanta distorção, quanta mentira é contada. Quem tem liberdade de imprensa tem responsabilidade com a verdade dos fatos. O direito de falar ao público deve ser condicionado à prática da verdade. E, comprovadamente, essa mídia coleciona mentiras.
Que moral temos nós pra falar de um país que não tem um único
desabrigado, que zerou o analfabetismo, que tem 100% das suas
crianças matriculadas em escolas gratuitas e de qualidade (no Brasil há 3 milhões de
crianças fora da escola), que fez a reforma agrária (a começar pela fazenda da
família Castro) e estimula a produção cultural sem transformar arte em
mercadoria? Todos esses dados são apresentados por organismos da ONU, não pelo
governo cubano, e solenemente ignorados, escondidos pela mídia privada, por
motivos óbvios - sua função é detratar a ilha.
"Houve um ano, 1984, em que a Unesco reconheceu ter Cuba batido um recorde na publicação de livros, que lá são vendidos a preços de um picolé ou menos. Foram 480 milhões de exemplares publicados naquele ano. Entre estas obras há Guimarães Rosa, com tiragem superior a 150 mil exemplares, quando no Brasil, com um indústria gráfica 50% ociosa, a tiragem padrão é de apenas 3 mil exemplares. Em Cuba há mais pleno acesso à literatura universal, ao cinema internacional, o cinema é uma atividade popular, com ingressos baratos e salas cheias."(http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/02/yoani-e-diplomacia-da-desintegracao.html)
"Houve um ano, 1984, em que a Unesco reconheceu ter Cuba batido um recorde na publicação de livros, que lá são vendidos a preços de um picolé ou menos. Foram 480 milhões de exemplares publicados naquele ano. Entre estas obras há Guimarães Rosa, com tiragem superior a 150 mil exemplares, quando no Brasil, com um indústria gráfica 50% ociosa, a tiragem padrão é de apenas 3 mil exemplares. Em Cuba há mais pleno acesso à literatura universal, ao cinema internacional, o cinema é uma atividade popular, com ingressos baratos e salas cheias."(http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/02/yoani-e-diplomacia-da-desintegracao.html)
Os cubanos "dissidentes", maiamenses raivosos que tremem de
ódio ao ouvir o nome de Fidel, são a antiga burguesia cubana, serviçal dos
milionários estadunidenses que faziam de Cuba seu bordel (inclusive com leis de proteção
para seus crimes em território cubano), em troca dos privilégios concedidos à elite local. Apontar a
injustiça dos luxos e excessos enfurece os privilegiados em geral. Os emigrados de Cuba por causa da revolução, reunidos em Maiame, carregam um ódio visceral por Fidel, pela revolução e por Cuba livre. Seu sentimento de superioridade, seu egoísmo não perdoam a retirada dos seus privilégios. Foram centenas de milhares, numa população de nove milhões, na época. A elite dirigente e seus satélites, subalternizados, entregavam a riqueza e o próprio povo cubano, de bandeja, à exploração estrangeira. Corriam soltos analfabetismo e miséria em meio à maioria cubana.
Não preciso de provas. A história está aí mesmo pra quem quiser saber. Distorções só funcionam quando não se conhece. Os sinais são mais que suficientes. E sustento
minha impressão com isenção política em relação a todos os movimentos de
esquerda, pois não sou integrante de nenhuma agremiação além da humana, apesar de somar esforços nas lutas que me parecem justas. Procuro
pensar com minha própria cabeça, sem me deixar induzir pelos profissionais da
mídia, nem pelos doutrinários da esquerda "revolucionária"- embora tenha por estes uma grande simpatia.
Essa triste figura que circula carregada nos braços da mídia não tem verdadeira expressão. Sua fala não tem alma, suas colocações flutuam no ar e se desfazem, sem sentido nem lastro. É uma esgrimista de palavras vazias de significado. Tenho um amigo peruano, o Pepe, que considero mestre na arte de falar sem dizer nada. Muitas vezes o vi enrolar fiscais e guardas em palavras carregadas de sotaque, fazê-los coçar a cabeça - eu via as expressões confusas, a cara de mau sem saber o que fazer - e, em algumas ocasiões, até deixá-lo em paz vendendo suas coisinhas - muito antigamente, claro, hoje em dia tá brabo. A Yoani tem essa arte. Só que pra difamar, distorcer e atacar o regime cubano, como interessa aos que se sentem superiores aos povos. E esses caras costumam gratificar muito bem os que lhes prestam serviços que eles consideram importantes. Vi quando ela foi interpelada por jornalistas bem informados, que questionavam com muita base, a forma de falar sem dizer, com abstrações sem sentido real, usando palavras de efeito bem arrumadas, um discurso de som e idéias espargidas no ar, soltas, sem conexão, mas de forte som e significado isolado. Eita ferro, a mina é competente. Do mal, mas competente. O Pepe era do bem e nós dávamos muita risada depois.
Essa triste figura que circula carregada nos braços da mídia não tem verdadeira expressão. Sua fala não tem alma, suas colocações flutuam no ar e se desfazem, sem sentido nem lastro. É uma esgrimista de palavras vazias de significado. Tenho um amigo peruano, o Pepe, que considero mestre na arte de falar sem dizer nada. Muitas vezes o vi enrolar fiscais e guardas em palavras carregadas de sotaque, fazê-los coçar a cabeça - eu via as expressões confusas, a cara de mau sem saber o que fazer - e, em algumas ocasiões, até deixá-lo em paz vendendo suas coisinhas - muito antigamente, claro, hoje em dia tá brabo. A Yoani tem essa arte. Só que pra difamar, distorcer e atacar o regime cubano, como interessa aos que se sentem superiores aos povos. E esses caras costumam gratificar muito bem os que lhes prestam serviços que eles consideram importantes. Vi quando ela foi interpelada por jornalistas bem informados, que questionavam com muita base, a forma de falar sem dizer, com abstrações sem sentido real, usando palavras de efeito bem arrumadas, um discurso de som e idéias espargidas no ar, soltas, sem conexão, mas de forte som e significado isolado. Eita ferro, a mina é competente. Do mal, mas competente. O Pepe era do bem e nós dávamos muita risada depois.

Seguem dados sobre Cuba, com isenção internacional. Escondidos pela mídia, que mente descaradamente a respeito de uma sociedade onde as empresas não mandam, não predominam e não exploram. Daí o ódio.










