terça-feira, 28 de maio de 2013

Expondo em Porto Alegre

Aviso aos amigos e aos que se interessarem. Estou expondo na rua Lima e Silva, à noite, em frente ao bar Pingüim, hoje e amanhã (28 e 29). Dia trinta, quinta, volto pra casa. Abraços a todos.

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Hoje, 29, chove. Ontem choveu, não deu pra expor. Que merda. Resta o bar do Branco, na rua Laurindo. O Branco é músico, doido completamente varrido e ótima pessoa. Exageradamente solidário e preocupado em excesso com o bem estar dos amigos. Quem for lá vai entender o que eu estou dizendo. Sei que posso expor os desenhos lá, mesmo sem ter falado nada com ele. E aproveito pra constituir meu espaço com uma mesa e uma cerveja em cima, pra papear relaxado e rir das desgraças que nos assolam a existência. As melhores soluções brotam no bom humor, ainda que humor negro.

A partir das quatro horas estarei com os trabaios* e os pensamentos expostos. Como sempre digo, não é preciso comprar nada pra levar alguma coisa, no meu trabalho. Basta observar e absorver - o que não dispensa um bom papo, um assunto qualquer, uma visão das coisas a se considerar, ainda que se descarte depois, em caso de discordância - que deve ser sempre respeitada com tranqüilidade. Mas é difícil discordar do que é óbvio e há muitas obviedades passando despercebidas.

Talvez essa chuva tenha vindo a calhar. Veremos o que rola.

O bar do Branco fica quase na esquina da Laurindo com a João Pessoa, ali onde tem uma estátua do Bento Gonçalves sobre um cavalo. O colégio Julio de Castilhos é ali junto, a rua Laurindo faz esquina com a praça em frente ao colégio, antes de acabar na João Pessoa. É fácil ver o toldo amarelo sobre a calçada, o bar tem aspecto de armazém. Bueno, é um armazém, embora se use como um bar.

Estaremos papeando lá, quem vier será bem vindo.

* Preferi escrever dessa forma porque com a palavra escrita corretamente, ficou em vermelho e sublinhado, pra clicar em cima e aparecer um vídeo de publicidade. Ô coisa insidiosa, que repulsa tenho dessa invasão.

24 comentários:

  1. Quando vc. aparecer aki, em LDA, irei encontrá-lo; coloco, de cara, a casa onde moro a disposição!
    Um grande abraço!
    Maria do Rocio

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    1. Não sei o que é LDA. Desculpe a inguinorança.

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  2. Eduardo, cê vem pro Paraná nunca não? abraço

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    1. Já fui. E voltei duas vezes. Em outubro parece que vou de novo, em Foz.

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  3. Nossa, se hoje não tivesse sido um dia tão corrido (cheguei tarde de um dia exaustivo) ia lá conhecer o Branco e rever Fabio e Eduardo, irmãos que a humanidade me deu. Abração e volte sempre, Porto Alegre te recebe com muita alegria!

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  4. Oi, Eduardo, tenha uma boa estadia em POA.

    É um tempo de muitas obviedades passando despercebidas. Ainda que lentamente, eu começo a percebê-las no meu cotidiano e - olha que coincidência! - vejo que as pessoas também começam a perceber. O micro no macro.

    Um abraço a todos do blog (observar e absorver).


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    1. A estadia foi ótima, parceiro. Fazia tempo que não dormia sobre papelão, o Fabio se preocupava em arrumar um colchão, um colchonete, sem sucesso, mas tinha um monte de caixas de papelão, da mudança, estendemos dois e que beleza, foi ótimo. Eu tava até com saudade de dormir em cima de papelão. Com edredon, lençol e cobertor, por certo, mas é um prazer dormir sobre papelão.

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  5. Vem pra Votuporanga! Interior do estado de São paulo. Aqui parece que quase ninguém reflete. Abraço

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    1. Define um evento e paga as passagens que eu vou, cumpade. Sem frescura. É só a gente acertar a data.

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  6. Passei pela Rua Lima e Silva dia 29/05 às 22:00 horas; não chovia, só o frio para castigar o vivente.
    Andei de ponta a ponta pela Lima, muita gente (pois era véspera de feriado).
    No cruzamento das ruas Lima e Silva com a República, vi uma galera Rippie de sotaque Paulista trampando, achei que estávas por ali, mas não.
    Com o meu livro para ser "autografado" e muitas idéias e assuntos na cabeça para conversar, te procurei mais um pouco; olhei até nos barzinhos quando passava na frente.
    Por fim, não te encontrei, mas acabei encontrando um professor que me deu aula de economia semestre passado na faculdade - Vê só... HEHE.
    Pois bem; concluí com tudo isso, que bravo teu chefe deve ter ficado, por tu não ter exposto e conscientizado mais algumas pessoas daqui de Porto. Mas convenhamos, ele não ajudou muito com o tempo, né não?! :)

    Abraços, tchê. Luz na caminhada.

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    1. Parceiro, eu acabei expondo onde tinha que expor. A chuva torna o expor uma coisa que só acontece em situação de desespero, sem nenhuma dramaticidade, apenas quando não se pode contar com mais nada. Aí arruma-se um pano e quando se tira tem que enxugar, um por um, e não fica direito. Ao chegar em casa, é preciso abrir a pasta e espalhar os desenhos, observando se nenhum tinha um furinho - desses que o colocar e tirar fita crepe podem causar -, pra secar bem. Acabei expondo no Branco Oliveira, músico gaúcho viajado e doido varrido, interessantíssimo quando se aprende a lidar com ele, na rua Laurindo. Foi uma noite memorável, de muitos acontecimentos que mesmo a memória se atrapalha em catalogar. No dia seguinte, a caminho do aeroporto, caminhei com Fabio, meu irmão amigo, até o centro, onde tomamos umas cervejas de despedida.

      Não conheço "chefe" ao qual tu te referes. Não pretendo entender ou alcançar um ser supremo no universo, porque reconheço a incapacidade da razão em alcançar tais magnitudes. Observando o universo, o pluriverso como diz a física quântica, várias dimensões intercaladas, o todo é muito além do que um ser humano pode conceber. Um deus humano, punitivo, determinador, não pode ser mais que a criação de um estágio primitivo da razão, onde era preciso uma explicação pra todas as coisas - e na falta de explicação, inventava-se uma e impunha-se como dogma.

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    2. É claro, eu entendo a questão de expor os desenhos com o tempo "ruim" (ruim porém necessário, quando se enxerga a natureza).
      Bom que tu conseguiu observar e absorver momentos em Porto; é a maior riqueza que se pode levar de um lugar.
      Torço para que essa experiência aqui, se transforme em "alimento" para o teu trabalho, e assim conscientize mais pessoas pelo Brasa.
      "Chefe" leia-se Deus como um ser espiritual, não humano - escrevi em tom de humor.
      O Deus que pode estar no universo ou até mesmo dentro de nós, como energia, como estado de espírito; assim eu sinto e penso, por enquanto.
      Explicar quem é Deus e o que ele é, é difícil terem conseguido até hoje, foi criado uma história, talvez para o assunto ficar mais concreto, mas não quer dizer que seja verdade. A única verdade que eu vejo sobre Deus, é que ele é abstrato e o abstrato eu costumo sentir.

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    3. Tenho dificuldade com essas concepções. O todo me é inalcançável, o que me parece é que os contatos com o invisível se dão com os níveis mais próximos de nós. Não permito que minha razão se meta a conceber o inconcebível, inclusive porque há tarefas possíveis a serem cumpridas onde estou, com meu ego, minhas relações com o mundo e com as pessoas, no trato com os sentimentos que tenho e os que causo nos outros à minha volta, com meus desejos e afeições, meus condicionamentos entranhados, meus comportamentos.

      Porto me deu ótimo proveito. Normal, considerando as companhias em que estive. É muito bom estar por aí.

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  7. Infelizmente não pude me deslocar até Porto Alegre no período que lá estavas. Queria muito absorver pessoalmente o teu *trabaio (vamos evitar invasões publicitárias).
    Peço, encarecidamente, que em uma próxima visita tua ao Rio Grande do Sul, que eu seja avisada para poder encontrar-me pessoalmente contigo, adoraria uma cerveja gelada e prosas humoradas.
    ;)

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    1. Em julho há um convite pra falar na - pasme - FIERGS. Não entendo o que os caras esperam de mim, considerando que na minha opinião a mentalidade empresarial infesta a sociedade e é grandemente responsável pelo egoísmo, pela ganância, pela transformação do ter na finalidade da vida, infernizando todo mundo, criando uma figura de inevitabilidade pra miséria, pra exploração, pra estrutura social desse jeito que se apresenta.

      O evento vai de 10 a 14, não sei que dia vou falar. Se é que vou, mesmo - ainda não vieram as passagens.

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    2. é, tomara que seja algum doidão da fundação que quer deixar a galera fritando os neurônios, ou é a famosa estratégia que os poderosos fazem com as pessoas e grupos com boas idéias, observam analisam e se apropriam como se fossem "deles" e em "benefício" próprio, vai saber... ( cê sabe disso bem melhor que eu rsrsr)... abços

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    3. Eles que venham, eu os conheço desde que nasci. Conheço seus cheiros e seus trejeitos, vejo-os claro enquanto pra eles sou incompreensível. Sei o que querem, quando simulam simpatias e seduções. E mais que tudo, conheço o vazio das suas almas.

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    4. é, pensando bem o "perigo" maior é vc, e não eles srsrs...

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    5. Será que o pensamento empresarial não percebeu que a competitividade entre as pessoas, com o fim de trazer maiores resultados e lucros, funciona muito mais como veneno do que como antídoto?
      Dentro de um ambiente de trabalho de uma empresa, as pessoas estão adquirindo doenças psicossomáticas e pedindo licença. Obviamente, diminui resultados e lucros.
      Daí a necessidade de trazer pessoas que falem sobre colaboração, um termo visto com imcompreensão (ainda!).


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  8. Fala ae Eduardo,
    Foi uma satisfação conhecer você, o Fabio e o Branco (que figuraça), e conhecer o teu trabalho irmão. Tudo de bom na tua caminhada e que tu continue inspirando pessoas a pensar além, tomar consciência, para termos uma sociedade melhor, nesse grande processo de evolução.
    Um forte abraço meu amigo.

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    1. Foi bueno o papo, parceiro, embora parte dele não tenha ficado muito clara na memória. rs Julho vou de novo, se o convite se confirmar. Grande abraço, cumpade.

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  9. Vamos aguardar. Se rolar, avisa ai. Abraço.

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  10. Caro Eduardo,

    Tomei a liberdade de expor uma obra sua no meu blogue pessoal(www.caiobov.com).
    Fiz uma pequena intervenção, mas a alma está bem preservada, tenho certeza.
    Até porque os créditos estão pagos.

    PS. Sou de São Paulo, e gostaria de falar contigo sobre camisas artesanais como forma de intervenção artística.

    ABRAÇOS!

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observar e absorver

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