terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Pescaria no caderno

Privilégios de alguns, direitos roubados da maioria

Diante do quadro social constrangedor - pobreza, miséria, abandono, ignorância, desinformação, exploração do trabalho - e suas conseqüências - violência, criminalidade, angústia geral e frustrações a rodo - onde saltam aos olhos os direitos constitucionais violados, num Estado criminoso que não cumpre sua "lei máxima", direitos respeitados são uma responsabilidade social. E privilégios são uma obrigação moral de serviço coletivo.
Ostentações de luxos e privilégios são demonstrações de pobreza de espírito, de indiferença com o sofrimento de milhões, de conivência e cumplicidade com os crimes de Estado cometidos contra a população por uma estrutura social empresarista e desumana. Entre as minorias privilegiadas há uma dificuldade imensa em enxergar a realidade como ela é. O privilégio depende de direitos roubados, ou não haveria serviçais e a massa indispensável de trabalhadores braçais. O olhar da conveniência naturaliza as injustiças e as justifica.
Os privilegiados conscientes - ou que têm a intuição - da sua própria perversidade se levantam em fúria contra a simples menção de injustiças sociais. Lançam insultos, acusações e afirmações falsas nas quais precisam acreditar, no apego aos privilégios. E servem de obstáculo ao caminhar coletivo em direção a uma sociedade menos injusta, mas igualitária, menos perversa e mais solidária, em direção à harmonia social que o desenvolvimento científico e tecnológico já permitem há tempos, faltando apenas o desenvolvimento humano, moral, social e espiritual pra isso.

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Não é o mundo que está piorando, nem a humanidade está regredindo. É a tua visão das coisas que está se ampliando, aumentando a percepção da verdadeira profundidade dos problemas, além dos aspectos de superfície.

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Consciência não se alcança, se desenvolve. O que se alcança são degraus de consciência. O desenvolvimento é permanente.

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O orgulhoso têm dificuldade em distinguir humilhação de humildade, pra ele parece a mesma coisa. Mas a humilhação nasce do orgulho. E a humildade é seu antídoto.

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A arrogância intelectual não permite o encontro entre o saber e a sabedoria, a união que será a salvação do mundo, da humanidade e da vida. Por isso o saber foi feito prisioneiro da ganância, acorrentado pelos sentimentos induzidos de superioridade acadêmica. E a sabedoria foi desacreditada, desvalorizada e vestida de inferioridade e convencida da sua própria impotência. Mentiras deslavadas que servem à manutenção desta estrutura social injusta e desumanizante.
Essa união vai pacificar e harmonizar a sociedade, com sentimentos de coletividade, solidariedade natural, consciência social e cooperação, com humildade digna.

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Um comentário:

  1. Vejo no seu texto a sobrevalorização do pobre em detrimento do rico. Rico e pobre são feitos do mesmo barro. Pobre também toma antidepressivo.

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