quinta-feira, 27 de junho de 2019

Sofrimento coletivo e anunciado - quanto mais embaixo, pior


Os poderes sociais revelam psicopatia geral. Ignoram-se as advertências, escondem-se as evidências, campanhas mentirosas enganam o público, a produção de miséria, criminalidade, escravidão, exploração extrema é permanente. Mantém-se longe do centro das atenções e importância o ser humano em si, a prioridade fundamental da miséria, da ignorância, da desinformação, da formação de seres humanos lúcidos, capazes de entender e decidir com a coletividade a solução dos problemas é cuidadosamente afastada, esses problemas são a base de existência dos privilégios de um punhado. Um punhado de podres de ricos psicopáticos, não só indiferentes ao sofrimento que causam, mas interessados em manter esse funcionamento anti-social da sociedade, criminoso contra as populações, sobretudo periféricas, excluídas dos seus direitos humanos.

As próximas gerações terão de tratar com as conseqüências, em meio ao sofrimento anunciado que fará parte da caminhada planetária, essa é a mutação permanente em que vivemos por poucas décadas cada um, num caminho coletivo que se perde nos tempos, tanto pra trás quanto pra frente. Imagino o quanto estará mudado daqui a cem, duzentos, quinhentos anos. O hoje será uma fumacinha no tempo, digno de calafrios nos historiadores. Mas passará, como tudo passa no tempo. O agora é a nossa participação nisso tudo.

Os endinheirados terão como se cuidar, ao menos de início. A maioria mais pobre, não. Quanto mais pobre, piores as condições, maior o sofrimento e mais profundas as conseqüências. Não se espere que se morra asi, no más. As reações virão em violência, em criminalidade, em revolta, em crueldade. São muitos e muitos milhões nestas condições.

Os poderes deixarão de ser poderes quando a multidão se desinteressar das instituições, não for mais lá, abandonando empregos e se juntando pra trabalhar e resolver seus problemas da melhor forma, em cooperação plena. O tempo mostrará como se farão as coisas. Os anúncios são terríveis. As soluções serão inevitáveis - e passam longe das instituições. Elas estão no meio de nós. Somos uma família que ainda não se reconheceu como família. Questão de tempo. E peleja. Tamo caminhando. O que vier, tem que encarar.


O planeta está a caminho do “apartheid climático”, adverte a ONU

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As empresas privadas devem ter um rol fundamental na luta contra as mudanças climáticas que o mundo enfrenta, mas não se pode confiar nelas para cuidarem dos mais pobres, segundo um informe apresentado no Conselho de Direitos Humanos da ONU, por Philip Alston, relator especial dessa organização sobre pobreza extrema.
A reportagem, publicada na última terça-feira, afirma que o planeta se dirige ao “apartheid climático”, onde os mais ricos podem se permitir maneiras de evitar a influência da crise climática, enquanto os pobres não podem e são os mais afetados.
Uma dependência excessiva do setor privado” – assinala o relator especial da ONU – “poderia conduzir a um cenário de apartheid climático em que os ricos pagariam para escapar do aquecimento global, da fome e dos conflitos, enquanto que o resto do mundo sofreria”.
Alston também afirma que confiar só neste setor para se proteger das futuras condições climáticas extremas e do aumento do nível do mar “quase garantiria violações massivas dos direitos humanos, com os ricos atendidos e os mais pobres abandonados”.
Inclusive no melhor dos casos, centenas de milhões enfrentarão a insegurança alimentar, a migração forçada, as doenças e a morte”, ele diz.
O especialista comenta o caso dos novaiorquinos que ficaram sem eletricidade nem atenção sanitária durante o furacão Sandy, em 2012, enquanto a sede do Goldmar Sachs – grupo banqueiro de investimentos e valores – funcionava com eletricidade do seu gerador e estava guarnecido por milhares de sacos de areia.
Trinta anos de convenções sobre o clima parecem ter sido pouco, nesse lapso “a linguagem tem sido notavelmente similar, à medida em que os Estados continuam caindo”.
Neste sentido, o informe critica os governos por fazer pouco mais que enviar funcionários a conferências para fazer “discursos”, apesar de cientistas e ativistas do clima estarem dando voz de alarme desce a década de 1970.
Alson condena as tentativas de Donald Trump de silenciar as afirma
ções da ciência a respeito do câmbio climático e critica Jair Bolsonaro por suas promessas de abrir a selva amazônica para as empresas mineradoras.
O especialista da ONU ressalta também acontecimentos positivos, como os casos legais contra companhias de combustíveis fósseis – petroleiras –, o ativismo de Greta Thunberg, as greves escolares e o movimento britânico Extinction Rebellion.
Para Alston, a resolução mais recente do Conselho de Direitos Humanos sobre a crise climática não reconheceu que o desfrute dos direitos humanos por um grande grupo de pessoas está gravemente ameaçado e que, se o objetivo é evitar uma catástrofe climática, é necessária e urgente uma profunda transformação econômica e social.
(Con información de Reuters y The Guardian)

Tradução – Eduardo Marinho


13 comentários:

  1. eles estão cegos,não ha saidas

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  2. Eu faço minha parte, não como carne, compro Organico de pequenos produtores, agricultura familiar e do MST, jamais GMO, compro apenas o necessário, reciclo o lixo, boicoto as grandes empresas, quase tudo que compro eh local, uso produtos de limpeza/ higiene pessoal e maquiagem sem aditivos químicos, ou seja, eco friendly, etccc.

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  3. Creio que iremos atravessar uma era que sobreviverão os "fortes",ou seja a natureza irá reagir aos ataques que vem sofrendo pela raça humana.Infelizmente os pobres e os mais fracos é que irão literalmente se lascar.Muito triste.

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  4. "Eu vi tudo isso, e me pus a refletir em todo o trabalho que se tem feito debaixo do sol enquanto homem domina homem para o seu prejuízo."

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  5. Minha cabeça ferve de tanto pensar no sentido dessa vida. Enquanto não acho a resposta, vou fazendo a minha parte na coletividade, mas confeço que há dias que fica difícil manter a esperança...

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  6. Em breve as elites que dominam e governam o mundo terão a sua disposição a "Inteligência Artificial", os "Robôs", os "Drones", etc...se enquanto eles dependem de nós como serviçais, escravos e consumidores nos tratam dessa forma, adivinhem o que acontecerá conosco quando não precisarem mais?

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  7. A população geral não sabe o que está acontecendo, e nem mesmo sabe que não sabe. (Noam Chomsky)

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  8. A seleção natural escolhe o mais adaptado, e no caso dos seres humanos o que melhor se adapta é aquele que melhor se comunica com seus próximos, o mais forte é o primeiro a morrer, por isso não existem mais dinossauros e tigres dente de Sabre boa noite

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  9. Não há inimigos nem na coletividade nem na singularidade, oque há é apenas ignorância...vão esperar que venha uma alma bondosa que mude a sua mente?
    A saída está na nossa percepção interna.
    O jardim da vida começa de dentro pra fora

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  10. Se uma catástrofe acontecesse hoje e nos deixasse sem energia e abastecimento de alimentos nos mercados, oque faríamos? Eu sairia pelas ruas pra se reunir com a rapazeada e utilizaria sementes pra plantar cenouras, alimentos, utlizaria os campos e tentaria montar uma espécie de comunidade auto-sustentável com a rapazeada. Depois sairia pela cidade ensinando outras pessoas a fazerem o mesmo até formarmos colônias pelo mundo.

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  11. Eduardo por favor entre em contato : 11 ( 960169935 )- TANTOS DIAS DE DETENÇÃO

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  12. Eduardo,
    Admiro, acompanho seu trabalho e sua luta há anos através das redes sociais.
    Faço parte da Fundação Logosófica, instituição sem fins lucrativos, políticos e religiosos, com objetivos exclusivamente educativos e culturais.
    Tenho procurado, sem sucesso, seu endereço para enviar, gratuitamente, material de nossa editora para que conheça nosso trabalho (livros, revistas e materiais de divulgação).
    Meus e-mails são: sergiopadua2@gmail.com; sergiopadua@drccomunicacao.com.br
    Meus telefones comerciais: 11 4942 9935 / 4942 9930
    Wattsapp (Manuela) 11 9 4600 2911
    ...

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  13. Sou fã de sei trabalho, vc é um cara muito corajoso.

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