quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Os resistentes

  • Os índios da Amazônia
Eles são hoje 306 mil, de acordo com o Censo 2010 do IBGE. No sempre difícil e desvantajoso contato com os selvagens do asfalto, tentam fazer com que lhes respeitem a cultura milenar e o modo de vida, baseados na pesca, caça e agricultura. Na Amazônia, perduram seis famílias linguísticas: tupi, aruaque, tukano, jê, karib e pano. A Constituição assegura a eles a posse e o uso da terra, mas, com o aval dos Três Poderes, que fizeram da Carta de 1988 letra morta, têm se repetido na floresta emboscadas, ataques e morticínio por parte de grileiros, garimpeiros e madeireiros contra os nativos da Amazônia. Como os xerifes do capital consideram os índios vagabundos e improdutivos, delegaram a seus capitães do mato a responsabilidade do – por mais que escondam o nome – genocídio. 
  • Raoni Metuktire

JEFF PACHOUD/AFP
Líder dos Kayapo do Xingu, tornou-se 30 anos atrás embaixador da causa dos indígenas ameaçados da Amazônia. Usou de cara o prestígio e o palco do cantor Sting e, aos 89 anos, continua ativo nas suas missões de conversão. 

16 comentários:

  1. Esse governo com suas ações está dando a senha para quem quer explorar a mata e os povos: "liberou geral"

    ResponderExcluir
  2. Eduardo, mto boa noite. Gostaria de saber da sua disponibilidade pra participar de uma roda Cultural do Favelart. Projeto que meu irmão toca na Vila vintém. Gostaria mto que vc levasse seu conhecimento e suas histórias pra galera de lá. Grande abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Manda mensagem pra arteutil.em@gmail.com. A gente faz.

      Excluir
    2. Por acaso hj olhando o Instagram vi uma página q repostou um vídeo do Eduardo Marinho. Fui pesquisar e agora to apaixonada pelo trabalho dele e por ele��

      Excluir
    3. Kkkk normal... Aconteceu comigo tbm 👍💟 Gratidão Eduardo!

      Excluir
  3. Por muito tempo vivi achando que eu era diferente não apenas por ser Albino e a sociedade considerar isso uma fragilidade mas por valorizar as pessoa invés do dinheiro.
    Sempre considerei o dinheiro uma ponte que liga os seres humanos , hoje eu sou modelo em São Paulo não considero isso uma vitória, estou tentando me encontrar assim como você ha anos atrás , é um prazer conhecer uma pedra preciosa no meio de tanta lama e bijouterias falsas

    ResponderExcluir
  4. Macron sensivel ao bem da Amazônia ou aos "bens" da Amazônia?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Incrível a resistência dos bolsonaristas, criados por induções midiáticas, pela Analytics através das redes sociais. Só muita ignorância impede o constrangimento diante dos disparates proferidos, das mentiras descaradas e desmascaradas uma atrás da outra, do festival de besteiras, de falcatruas, de exploração da ignorância tão profundamente implantada. Incrível a permanência de tal figura no posto de "autoridade máxima" do país, sendo que desmascara até a encenação dos falsos "poderes públicos", revelando com obviedade que as fontes do poder verdadeiro não estão nos poderes declarados, esses poderes cênicos, teatrais no pior sentido, a mentira encarnada na presidência, nos minstérios, nos cargos públicos que foram, na prática, privatizados. Interesses privados assumiram a nação e as mentalidades lavadas e enxaguadas brigam com as denúncias. Psicopatia social provocada.

      Excluir
    2. Também acho isso, Eduardo. Muita gente sendo induzida a odiar. A criação de um inimigo (seja ele um "comunista" ou bandido, traficante) traz ganhos políticos pra quem prega a política da eliminação, do abate, do tiro "na cabecinha". Atiça ainda mais aqueles que tem sangue nos olhos, daquelas pessoas que dizem amém às lições de Cristo no domingo, mas que na segunda praticam o "olho por olho, dente por dente." Grande abraço aqui de Resende. Sua passagem por aqui foi incrível. Até ajuda pra desatolar meu carro em Penedo eu tive!

      Excluir
  5. Fala sobre o sequestro do ônibus na ponte Rio Niterói.

    ResponderExcluir
  6. Estou acompanhando seu blog a alguns dias. Sou marceneiro, mas antes de tudo sou um ser humano (ou pelo menos estou começando a me ver como um) que não está suportando continuar sobrevivendo dentro dessa bolha onde tenho que ter dinheiro ou perecer. Nunca parei em emprego -novidade!- e agora estou sentindo como é insuportável a situação de estar dependendo de minha mãe que já trabalhou tanto nessa vida e está visivelmente cansada. Penso que estou sofrendo as consequências de ter me iludido com as fantasias que me foram oferecidas desde a infância pela mídia que vem pela tv e 1001 outras formas. Sempre tive inclinação para leituras filosóficas, artes, músicas de todos os estilos, e assim conheci a maconha, depois a cocaína, as curtições de muleque que saiu da escola e passou a trabalhar de servente, camelô, pintor, ajudante de marceneiro, meio oficial, montador, marceneiro, mas a maior parte do que ganhava era gasto à toa. Hoje tenho algumas máquinas com a qual consigo realizar o trabalho de marcenaria. É claro que não é fácil encontrar o espaço para ter minha independência financeira, mas tenho fé que vou conseguir. As vezes dá vontade de morrer e depois vontade de prosseguir. Em breve vou expor meus produtos na rua; é minha aposta. Ao menos consegui me livrar da ilusão que me envolvia e estou encontrando o prazer de viver fazendo o que é minha vocação: a arte com a madeira. Suas postagens tem muito impacto, assim como o rap que ouço ou livros que leio. Meu maior desejo a curto prazo é tirar minha mãe dessa situação de ter que trabalhar na casa de madame, e a longo prazo é estourar essa bolha, sendo a mudança que quero ver no mundo.

    ResponderExcluir
  7. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  8. "Onde estão hoje os Pequots? Onde estão os narragansetts, os
    moicanos, os pokanokets e muitas outras tribos outrora poderosas de nosso
    povo? Desapareceram diante da avareza e da opressão do Homem Branco,
    como a neve diante de um sol de verão. Vamos nos deixar destruir, por nossa
    vez, sem luta, renunciar a nossas casas, a nossa terra dada pelo Grande
    Espírito, aos túmulos de nossos mortos e a tudo que nos é caro e sagrado? Sei
    que vão gritar comigo: "Nunca! Nunca!"
    — TECUMSEH, dos shawnees

    ResponderExcluir
  9. Estou adorando acompanhar seus escritos e seus vídeos no YouTube. Também vejo e tenho esta percepção.
    E tento viver da mesma forma que você ver,fala e faz com o VIVER, apesar das minhas limitações físicas. O que me move é meu subconsciente e não as pernas. Falo com a quitude da alma e com o meu olhar. Acredito que se eu não tivesse nascido e ser portadora de Paralisia Cerebral, certamente não iria saber viver, apenas seria mais uma neste mundo dogmático e rotulado. Abraço e tudo de bom pra ti meu amigo.

    ResponderExcluir
  10. Rauni resistência??? só se for de resistência de beiço.. o cara é um vendido, sou do amazonas trabalhei na funai e todos os outros índios tinha vergonha dele, é um ser humano boçal e egoísta, só porque lhe deram um emblema pra por na testa....sou teu admirador, mas melhor se informa sobre as resistências indígenas...

    ResponderExcluir

observar e absorver

Aqui procuramos causar reflexão.