segunda-feira, 18 de maio de 2020

O desperdício de julgar

Quem tem uma consciência atenta e atuante não se importa com julgamentos alheios. Um julgador é vítima dos condicionamentos sociais, programado pra arrogância, pro conflito e pra cegueira em relação a si mesmo. A atenção nas "falhas alheias" não permite perceber as próprias falhas. Só cria conflitos inúteis e piora as situações.
A formação social estimula os egos, as cobranças, os julgamentos, as disputas, os conflitos. É da natureza social encontrar mentalidades programadas pra intolerância, pra posse das verdades, pro confronto, pro insulto. Quando encontro idéias fabricadas, colocadas de forma agressiva, minha raiva se dirige à sociedade que produz essas mentalidades no atacadão, geral, pra todo lado, não às pessoas que as emitem. Seria não só um desperdício de raiva - ela pode ser criativa, ou um estímulo a lavar aquele monte de coisa amontoada na pia da cozinha -, como o despertar de um bate-boca inútil, a criação de conflito do jeitinho que é induzido. Eu me sentiria idiota. Já me senti, algumas vezes. Mas prefiro evitar.
No meu entender da vida, cada um produz sua própria freqüência, querendo ou não, sabendo ou não, consciente ou inconscientemente. Essa freqüência encontra suas sintonias, naturalmente. Encontros, desencontros, simpatias, antipatias, atrações, repulsões, "acasos" e "coincidências", muitas vezes são frutos da freqüência pessoal de cada um - só pra não dizer todas. Sentimentos, pensamentos, desejos, caráter, temperamento, visão de mundo, atitudes, tudo isso e muito mais formam essa vibração, ou padrão vibracional. É único, pessoal, mas na coletividade se formam faixas, áreas de freqüência - quem sabe física pode explicar em detalhes. Eu só sinto.
Estamos aí, na lida. É bom lembrar que o latido dos cães não impede a passagem da caravana. Seguimos sempre, variando a dimensão.

12 comentários:

  1. Acreditar num sonho é ter a coragem para vencer na vida, sem jamais sentir superior ao semelhante. Essa é uma estrada que podemos caminhar sem o conforto proposto pela sociedade que valiriza os privilégios.

    ResponderExcluir
  2. Eis uma questão que faz parte do nosso desenvolvimento. Todo mundo passa por essa fase. Hora se irrita por querer ou pensa que é observado demasiadamente, mas o amadurecimento revela que é necessário um ajuste em nós mesmos que nos de a convicção de que aquilo que se pensa, se faz e como se comporta é o melhor para si conscientemente e não apenas para se parecer bem na prateleira do mundo ou nas páginas de redes sociais. A outra ponta é o sujeito entender e saber praticar a Alteridade, ou seja, saber valorizar e enaltecer a diferença do outro, se não gostar existe um troço chamado "fronteira do outro" para você viver melhor.

    ResponderExcluir
  3. Lindo ensino. Somos pura vibração energética, em constante movimento. Nossa energia nos transforma e cria a possibilidade de sonhar novos sonhos, individuais e coletivos. A raiva existe, mas acho que, assim como o julgamento, é sempre um desperdício, porque nega ou recusa – sem força transformadora – a realidade que nós mesmos criamos de maneira consciente ou inconsciente. Precisamos olhar e ‘sentipensar’ além da forma para permitir a expansão da consciência e transcender esses condicionamentos sociais mencionados que nos impedem uma conexão com o nosso ser, com o outro e, em última análise, com a própria vida.

    ResponderExcluir
  4. O julgamento é uma falha, mas o conflito queira ou não, existe e é necessário. Pois o conflito é o que determina o que vamos ou não aceitar. Conflito é desafio. Do conflito partimos para duas possibilidades: consenso ou confronto. Uma troca de ideias pode surgir de um conflito entre duas opiniões diferentes. E nem por isso precisa acabar no insulto, na hostilização e na agressão. Pode surgir daí o consenso. A maneira pela qual um problema pode ser mediado harmonicamente, sem as armadilhas do ego competitivista e centrado em si mesmo. O confronto, este sim, é o resultado da falta de capacidade racional em articular o melhor para ambas partes em conflito. Competição, intolerância, destruição do outro, aniquilação e medicoridade derivam desta variante.

    ResponderExcluir
  5. A nossa sociedade e a mídia adora o conflito social para formação de pessoas ignorantes

    ResponderExcluir
  6. Podem estudar sobre cimatica, que nada mais é que o estudo das ondas. Ou Sobre Neurociências Das Ondas Cerebrais.

    ResponderExcluir
  7. Os Cães Ladram mas a Caravana Não Pára. viva Planet Hemp!

    ResponderExcluir

observar e absorver

Aqui procuramos causar reflexão.