segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Perguntas pra se fazer a si mesmo - ou revolução interna.

 Eu vejo o mundo, a realidade, a vida, a sociedade com meus próprios olhos? Ou pelas lentes distorcedoras que me colocam na cara desde a infância e todo santo dia?

O que eu quero da vida sou eu mesmo quem quer? Ou quero o que fui induzido a querer?

Meus valores foram criados, formados, escolhidos por mim ou me foram impostos pelas convenções sociais?

Meus objetivos de vida me satisfazem o espírito ou às exigências sociais pra "merecer" respeito?

Eu me comporto como quero e me satisfaz ou como sou condicionado e cobrado a me comportar?

Dou mais importância ao olhar alheio ou ao olhar da minha própria consciência?

É tempo de mutação e a principal é a interna. É esta que reflete e influencia as verdadeiras mudanças. Sem a revolução interna, somos prisioneiros dos condicionamentos em que este modelo de sociedade é especialista. E incapazes de uma verdadeira revolução social.

11 comentários:

  1. Infelizmente nós brasileiros,somos adestrados pelo capitalismo,não fazemos nada por vontade própria
    E os pequenos grupos insatisfeitos com esse sistema se fracionam em siglas (LGBTs,feministas,negros etc...)Não se unem em prol de um bem comum humano...talvez seja uma questão cultural...(eu mesma fui criada para ser mulher objeto ,amar e respeitar o marido assim como minha mãe,minha vó ...)E assim segue a história revolução socialista,humanista e centralista ,utopia?

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    1. "Nós brasileiros" não somos um bloco homogêneo, mas sim o povo mais diversificado do mundo. As induções e condicionamentos se aplicam a todo o planeta, não só ao Brasil. Os países se relacionam como as pessoas, os mais ricos explorando e sabotando o desenvolvimento dos mais pobres. Ainda. Tudo é mutação permanente. Os que afirmam o disparate de que nada muda nem vai mudar são os que, em sua visão, reduzem os milênios e a eternidade ao seu tempinho de vida.

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  2. Eu nao quero acordar para a vida quando estar num corredor de um hospital.. e ver que tudo é uma grande ilusao. Ser forte ou fraco... sao coisas pensadas, ensinadas e aprendidas. Eu vejo o Mundo ao fechar os olhos para ouvir melhor, ao tapar os ouvidos para ver melhor, ao sentir para pensar menos. Sentir e ver como os outros interpretam a realidade e dando lhes o melhor, como se eu fosse embora daqui a nada...

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  3. Eduardo, sou muito grata por sua existência e seu trabalho vivendo o exemplo da liberdade de consciência. Eu sinto um enorme impulso nessa mesma "direção" se é que é possível colocar algum rótulo àquilo que busca se libertar de qualquer rótulo que tente etiquetar a consciência. Creio que o mais importante seja ajudar a que as pessoas parem de sentir medo de questionar a si mesmas e às "autoridades" externas (ou mesmo internas, de cima, de baixo, de outra dimensão, de seus guias espirituais, do santo ou do mestre que contatam mediúnicamente, etc. etc. etc. em qualquer área do conhecimento. Temos que ser humildes e parar com a arrogância de acreditar que já sabemos de tudo, mas especialmente temos que parar de nos amedrontemos ao questionar o sistema, as crenças, os dogmas ou sermos questionados nas nossas tenham vindo até nós por qualquer meio, fonte ou revelação direta ou indireta, sejam estas religiosas, espirituais, científicas, culturais ou na seara que for, e mesmo transmitidas a nós pelo mundo invisível. Que venha do outro lado (mundo espiritual) não significa que venha como a verdade pura e isenta de erros ou propósitos ocultos... Eu escolhi, mesmo tendo bastante desenvolvida minha sensibilidade mediúnica, não confiar em qualquer coisa só porque um "ser de luz" que mal conheço pareça vir cheio de amores e boa vontade nos "libertar de enganos". Antes de dizer amém a algo ou alguém, precisamos testar tudo na prática e não comprarmos nenhum discurso só pelos "efeitos especiais" deste lado do véu ou do outro. Se a intenção de alguém for boa e a luz real estiver guiando esse ser, acredite, ele não se ofende por você fazer isso. Não temam aprofundar nas coisas "ocultas" que só permanecerão ocultas a vocês justamente por esse medo que incentivam nas vossas mentes para que outros se beneficiem disso.
    É necessário abandonar as caixas mentais e rótulos que catalogam o conhecimento em “perigoso”. Precisamos aguçar nossa inteligência usando a verdadeira Fé científica, aquela que vem da certeza do conhecimento adquirido de forma lúcida através da experiência em primeira mão, e não da crença cega no que alguém nos conta para que nós acreditemos.
    Não nos deixemos mais manipular por "representantes do sagrado ou do mundano" nem por verborreia intelectual rebuscada que pode buscar parecer irrefutável devido à necessidade de maior aprofundamento, o que pode gerar preguiça de estudar a uns quantos aceitando engolir a explicação mastigada por outros. Em vez disso sejamos nós mesmos quem desenvolvamos nosso intelecto e derrubemos as grades que ainda querem nos aprisionar...

    Em fim, perdoe me estender. Amo e respeito seu trabalho. Vc é uma referência muito importante para mim. Forte abraço, Eduardo!

    Samantha

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    1. Tudo isso aí, desde perceber como o medo é usado socialmente pra nos aprisionar e enquadrar, até formar os próprios valores, comportamentos e objetivos de vida - sem a ilusão de "sair do sistema", apenas escolhendo como se colocar no sistema social vigente por conta própria -, aplico a mim mesmo, nas minhas escolhas, na minha vida. Pensar em fazer isso em outras pessoas me parece uma ilusão, uma pretensão ingênua. Sem uma revolução interna, repetimos comportamentos programados, com valores induzidos, sem tocar nas raízes do enquadramento, sem tocar na estrutura da sociedade. Mas, com o tempo, percebi que esse trabalho interno, em mim mesmo e nas relações com o mundo, acaba servindo ao coletivo, na humildade e sem pretensões nem certezas absolutas, embora com todas as certezas possíveis.

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  4. Acho que é verdadeiramente o que sinto, obrigado pela tua mensagem, é realmente inspirado, adoro o teu trabalho, e o teu hobby de palestrante. Continuarei atento ao que dizes.

    Abraço
    David

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  5. Estou iniciando a libertação dos meus paradigi

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  6. cade as historias da sua vida as aventuras ...

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  7. A rebeldia me acompanha, vou morrer rebelde. Não entendo o motivo das pessoas seguirem algo, ou acreditarem, e não questionarem, parece que quando uma ideologia é aceita, ela é a verdade final. Muita gente acha que se o mundo acabasse cem vezes, em todas chegaríamos aonde estamos nesse momento, falta de história. Os gregos estavam descobrindo e avançando em várias direções, filosofia, ciência, sociologia, nas Alexandria, sua cultura foi demolida pelo império Romano, passou dois mil anos até a nova era dourada no século XVII, para redescobrir o que já tinham descoberto. A gente tem a propensão em construir camas de concreto em cima do que acreditamos, dormimos lindamente, enquanto sentimos segurança, cega, de quem está no controle sabe inteiramente o que está fazendo. Novamente a história, impérios que eram consolidados caíram, povos que estavam isolados conquistados, a falsa segurança é perigosa. Através de reflexões, nos meus 35 anos, acredito que devemos juntar nosso conhecimento e voltar a natureza, mas dessa vez, sermos gentis, com outros seres, nos mudamos para Paracuru, Ceará, morando numa chácara, estamos no caminho. Plantamos o que não é útil só para nós, mas para outras criaturas, temos coqueiros imensos, não cortamos, pois os saguis gostam para dormir. Estamos ensinando nosso filho, dando exemplo, realmente aprendemos mais com isso, do que com belas e sábias palavras, pois antes de aprendermos a linguagem, sentíamos e principalmente observávamos. É um longo caminho, já desfazemos muito da domesticação que éramos sujeitos na cidade grande, fomos visitar nossa família lá, foi uma loucura, de ver o quanto mudamos. Eduardo, acompanho seu trabalho já tem um tempo, você tem o coração, e principalmente a iluminação para enxergar e não ficar calado. As pessoas fantasiam a volta de Jesus, mas, como dizem, se ele voltasse, a chance de ser crucificado por elas, seria alta, pois é uma doidera, o que mais vejo é cristão cheio de armas em casa, inclusive na minha família. Quando mostro um vídeo teu, ou uma reflexão, há um silêncio. Cultuam só gente morta que abandoaram sua vida de riqueza, mas não veem que existem muitos vivos, que podem ensinar profundamente valores. Bom, é isso, grande abraço. Se um dia vier para esses lados do Ceará, da um toque, ficarei honrado em conversar contigo e lhe apresentar as maravilhas naturais que temos por aqui, meu e-mail é edsrochacn@hotmail.com. Abraço.

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  8. Leio esse trecho e olho para o retrovisor desde a minha infância. Nos meus relacionamentos interpessoais e no trabalho fui doutrinado a tratar as pessoas(conhecidos, chefes) de forma amistosa como a sociedade me impôs. E o que mais ganhei com isso foi indiferença por parte das pessoas, angústia, ansiedade e medo de mostrar a minha essência para todos ao meu redor.

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